Como o armazenamento híbrido pode ajudar instituições financeiras a atender às exigências de compliance? Essa estratégia permite manter cada tipo de dado no ambiente mais adequado aos seus requisitos de segurança, acesso, disponibilidade e retenção. Ao integrar infraestrutura local, nuvem privada e nuvem pública sob políticas unificadas de governança, a instituição amplia o controle sobre as informações, fortalece a rastreabilidade e reduz riscos regulatórios.
Instituições financeiras processam diariamente dados cadastrais, transacionais, comportamentais e documentos relacionados a clientes, parceiros e operações. Cada uma dessas informações apresenta diferentes níveis de criticidade e exige cuidados específicos ao longo de seu ciclo de vida.
Nesse contexto, concentrar todos os dados em uma única infraestrutura nem sempre oferece a flexibilidade necessária para equilibrar proteção, desempenho e eficiência. O armazenamento híbrido surge como uma alternativa para distribuir as informações de maneira estratégica, sem abrir mão de uma gestão integrada.
Neste artigo, explicaremos como essa arquitetura pode apoiar o compliance financeiro e quais práticas são necessárias para garantir segurança, disponibilidade e governança em ambientes híbridos.
Por que o armazenamento de dados é um desafio para o setor financeiro?
O setor financeiro opera em um ambiente no qual a disponibilidade das informações é essencial. Uma falha no acesso a registros transacionais, históricos de clientes ou sistemas de autenticação pode afetar serviços, comprometer a experiência do usuário e gerar impactos operacionais significativos.
Ao mesmo tempo, essas informações não podem estar disponíveis de forma indiscriminada. É necessário estabelecer controles que garantam que apenas pessoas, aplicações e áreas autorizadas tenham acesso aos dados necessários para suas atividades.
A complexidade aumenta à medida que as instituições modernizam suas operações. Sistemas legados, aplicações digitais, bancos de dados distribuídos e diferentes ambientes de infraestrutura passam a coexistir, criando desafios para a visibilidade e a aplicação uniforme das regras de segurança.
Além disso, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais considera o armazenamento uma operação de tratamento de dados. Isso significa que as instituições precisam observar princípios como finalidade, necessidade, segurança, prevenção e responsabilização durante todo o período em que mantêm informações pessoais.
Esse cenário exige uma estratégia que vá além da capacidade técnica de armazenamento. É preciso saber quais dados existem, onde estão localizados, quem pode acessá-los, por quanto tempo devem ser mantidos e como serão protegidos ou eliminados.
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Como diferentes tipos de dados exigem estratégias distintas de armazenamento?
Nem todas as informações de uma instituição financeira possuem a mesma finalidade ou precisam permanecer no mesmo ambiente.
Dados utilizados em transações realizadas em tempo real, por exemplo, demandam baixa latência e alta disponibilidade. Registros históricos destinados a consultas ocasionais podem ser direcionados para camadas de armazenamento com características diferentes, desde que continuem protegidos e acessíveis quando necessário.
Documentos exigidos em auditorias ou processos regulatórios precisam ser preservados de forma íntegra e rastreável durante o prazo aplicável. Backups e cópias destinadas à recuperação de desastres, por sua vez, devem permanecer protegidos contra alterações indevidas e falhas que também possam atingir o ambiente principal.
A definição da infraestrutura adequada começa, portanto, pela classificação das informações. Sensibilidade, criticidade para o negócio, frequência de acesso, desempenho, prazo de retenção e necessidade de recuperação são alguns dos critérios que devem orientar essa decisão.
A governança de dados na nuvem ajuda a transformar esses critérios em políticas aplicáveis. Com regras claras, a instituição evita manter dados críticos em ambientes inadequados e também reduz a retenção desnecessária de informações que já cumpriram sua finalidade.
O que é armazenamento híbrido e como essa estratégia funciona?
O armazenamento híbrido integra diferentes ambientes de infraestrutura, como data centers próprios, nuvens privadas e serviços de nuvem pública. Essa combinação permite que dados e aplicações sejam distribuídos de acordo com seus requisitos técnicos, operacionais e regulatórios.
Na prática, uma instituição pode manter determinadas cargas em sua infraestrutura local e utilizar a nuvem para outras necessidades, como expansão de capacidade, armazenamento de backups, continuidade de negócios ou processamento de grandes volumes de informações.
O objetivo não é simplesmente espalhar os dados entre vários ambientes. Uma estratégia híbrida precisa garantir interoperabilidade, visibilidade e aplicação consistente das políticas de governança.
Quando bem estruturado, esse modelo também viabiliza uma modernização gradual. A instituição não precisa migrar todos os sistemas ao mesmo tempo nem interromper aplicações críticas. Cada carga pode ser avaliada e movimentada conforme sua viabilidade, seus riscos e os benefícios esperados.
Essa flexibilidade é especialmente relevante para organizações que precisam conciliar tecnologias mais antigas com aplicações digitais.
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Como o armazenamento híbrido contribui para o compliance financeiro?
O armazenamento híbrido apoia o compliance quando oferece condições para que as regras da instituição sejam aplicadas e comprovadas em todos os ambientes utilizados.
A Resolução CMN nº 4.893/2021 estabelece requisitos relacionados à política de segurança cibernética e à contratação de serviços de processamento, armazenamento de dados e computação em nuvem por instituições autorizadas pelo Banco Central. Essa norma foi posteriormente atualizada pela Resolução CMN nº 5.274/2025.
Para instituições de pagamento autorizadas a funcionar pelo Banco Central, a Resolução BCB nº 85/2021 também trata da política de segurança cibernética e dos requisitos para a contratação desses serviços.
Nesse cenário, conhecer a localização dos dados e manter controles sobre os ambientes contratados são aspectos essenciais. A instituição precisa ter condições de acompanhar a disponibilidade, a confidencialidade, a integridade e a recuperação das informações relevantes para suas operações.
Uma arquitetura híbrida organizada permite associar cada categoria de dado a políticas específicas de proteção e retenção. Também facilita a manutenção de registros de acesso, alterações e movimentações, criando evidências importantes para auditorias e processos de prestação de contas.
Entretanto, a infraestrutura não garante conformidade de forma automática. O cloud compliance depende da combinação entre tecnologia, processos, responsabilidades e monitoramento contínuo. Sem governança, a distribuição dos dados pode ampliar a complexidade e criar novos pontos de exposição.
Quais controles protegem dados financeiros em ambientes híbridos?
A proteção de uma infraestrutura híbrida começa pela adoção de controles consistentes. As regras precisam acompanhar os dados mesmo quando eles transitam entre diferentes ambientes.
Classificação e políticas de retenção
A classificação permite determinar o nível de proteção necessário para cada informação. Também orienta por quanto tempo o dado deverá ser preservado e em quais situações poderá ser arquivado ou eliminado.
Políticas de retenção bem definidas reduzem tanto o risco de descarte antecipado quanto a manutenção excessiva de informações. Essa prática é importante para conciliar obrigações regulatórias, necessidades de negócio e os princípios de proteção de dados.
Controle de acesso e segregação de funções
As permissões devem ser concedidas conforme a necessidade de cada usuário, aplicação ou área. O princípio do menor privilégio reduz a exposição das informações e limita as consequências de credenciais comprometidas.
A segregação de funções também impede que uma única pessoa concentre permissões incompatíveis. Revisões periódicas ajudam a identificar acessos que já não correspondem às atribuições dos profissionais.
Criptografia e proteção das informações
A criptografia deve proteger os dados armazenados e também aqueles que transitam entre a infraestrutura local e os ambientes em nuvem. A gestão das chaves precisa seguir regras específicas, com controle de acesso, renovação e rastreabilidade.
Esse cuidado reduz o risco de exposição mesmo quando ocorre uma tentativa de acesso não autorizado aos arquivos ou aos canais de comunicação.
Monitoramento e rastreabilidade
Logs e trilhas de auditoria registram quem acessou uma informação, quando a atividade ocorreu e quais alterações foram realizadas. Esses registros ajudam a investigar incidentes, identificar comportamentos anormais e demonstrar que os controles estabelecidos estão sendo aplicados.
O monitoramento contínuo também permite detectar configurações inadequadas, tentativas de acesso indevido e movimentações de dados fora dos padrões esperados.
Backup e continuidade operacional
As cópias de segurança precisam ser protegidas, testadas e mantidas separadas do ambiente principal. Apenas armazenar backups não garante que as informações possam ser recuperadas dentro dos prazos exigidos pelo negócio.
Testes periódicos validam a integridade das cópias e a capacidade da instituição de restaurar sistemas críticos em situações de falha, ataque ou indisponibilidade.
Como manter uma governança unificada em uma infraestrutura híbrida?
A governança precisa oferecer uma visão integrada dos dados, ainda que eles estejam distribuídos entre diferentes infraestruturas.
Para isso, a instituição deve manter um inventário atualizado das informações, estabelecer responsáveis por cada domínio e padronizar regras de segurança, acesso, retenção e monitoramento. As exceções também devem ser documentadas, justificadas e revisadas periodicamente.
Uma estratégia consistente de governança de dados permite acompanhar o ciclo de vida das informações desde sua criação ou coleta até o arquivamento ou descarte. Essa visibilidade reduz silos e evita que dados sejam copiados ou movimentados sem controle.
A gestão centralizada também facilita auditorias. Em vez de reunir evidências manualmente em diferentes sistemas, a instituição passa a contar com registros padronizados sobre acessos, alterações, incidentes, disponibilidade e aplicação das políticas internas.
A flexibilidade do armazenamento híbrido, portanto, só produz benefícios sustentáveis quando todos os ambientes estão submetidos aos mesmos princípios de governança.
Como a Dedalus apoia instituições financeiras?
Estruturar um ambiente híbrido requer uma avaliação detalhada das aplicações, dos dados, dos sistemas legados e das exigências do negócio. Uma migração realizada sem esse diagnóstico pode transferir informações para ambientes inadequados ou criar novas lacunas de segurança e visibilidade.
Por meio dos Serviços Profissionais de Cloud, a Dedalus apoia as organizações no diagnóstico da infraestrutura, no planejamento da arquitetura e na modernização dos ambientes. Cada carga pode ser avaliada conforme seus requisitos de desempenho, disponibilidade, integração, segurança e compliance.
Os Serviços Profissionais de Dados complementam essa atuação por meio da estruturação do armazenamento, da otimização da arquitetura e da implementação de práticas de governança.
Após a implantação, os Serviços Gerenciados de Cloud garantem uma gestão contínua, com acompanhamento especializado do ambiente, controle operacional e evolução da infraestrutura conforme as necessidades da organização.
Estruture uma estratégia de armazenamento híbrido alinhada às necessidades de compliance da sua instituição. Fale com os especialistas da Dedalus e prepare seu ambiente para armazenar e proteger dados com mais controle, disponibilidade e eficiência.








